Desde o seu lançamento em novembro de 2020, o Pix se tornou indispensável aos brasileiros que desejam realizar transferências de maneira instantânea. Apesar da popularidade e facilidade ao realizar pagamentos, o Pix não está livre dos golpes e fraudes.

De acordo com estatísticas atualizadas do Banco Central, mais de 469 milhões de chaves foram cadastradas. Transações através do meio de pagamento já ultrapassam a impressionante marca de 2 bilhões. Por outro lado, segundo a empresa de segurança na internet PSafe, entre janeiro e abril de 2022, foram bloqueados mais de 3 milhões de tentativas de golpes.

Para evitar os golpes com o Pix, o Serasa fornece algumas dicas para identificar fraudes, envolvendo o meio de pagamento instantâneo. Confira a seguir:

WhatsApp clonado: O criminoso se passa por uma empresa pedindo que o usuário digite um código. O objetivo dessa operação é clonar o número de celular da vítima e pedir dinheiro aos contatos próximos da mesma.

Para evitar, é recomendado que o usuário utilize a autenticação de duas etapas no WhatsApp. Esse procedimento impede que o criminoso mude o cadastro e não solicite nenhum código.

Em abril e maio de 2022 foram registradas 424 mil tentativas de golpes. Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com.

Atendente bancário falso: O criminoso se passa por representante do banco, induzindo a vítima a criar uma chave Pix e transferir dinheiro para outra conta.

Os bancos nunca farão tal solicitação por telefone. Então, o recomendado é nunca passar dados pessoais ou fazer operações bancárias por telefone.

Bug do Pix: Através de fake news em redes sociais, estelionatários anunciam “falha” no Pix. Com esse bug, pessoas poderiam receber prêmios em dinheiro ao transferir valores para as chaves indicadas no anúncio fraudulento.

Parece óbvio mas é necessário sempre desconfiar de notícias envolvendo dinheiro fácil. Portanto, confira as informações divulgadas no site e redes sociais oficiais das empresas ou perfis que são mencionados naquele anúncio.

QR Code falso: Nessa operação, o golpista falsifica o QR Code em transferências Pix de lives e apresentações online que arrecadam dinheiro para artistas e instituições. Dessa forma o destino da transferência da doação é alterado para a conta do criminoso.

Para não se enganar sobre o destino de doações, verifique a origem do código. Se desconfiar dos valores ou solicitação feita pela pessoas ou instituição, não realize o pagamento. Vale checar se a fonte que está arrecadando dinheiro tem outros canais de doação.

O Serasa fornece outras dicas para evitar os golpes:

  • Não clique em links recebidos por e-mail, mensagens de SMS, WhatsApp e redes sociais que direcionam a cadastros de chaves Pix
  • Cadastre suas chaves Pix no canal oficial do seu banco ou fintech e saiba que a confirmação da criação da chave Pix nunca vem por ligação ou link. Após o cadastro, o Banco Central envia o código apenas por SMS ou e-mail
  • Não faça transferências para pessoas conhecidas sem antes confirmar por chamada telefônica ou pessoalmente.
  • Preste bastante atenção antes de clicar para confirmar uma operação e confira todos os dados

Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com

 

com Olhar Digital