Segundo o Luís Carlos, “as escolas de samba não apresentaram nenhuma proposta concreta. A ideia era de que a cada real da escola a prefeitura entrasse com outro real, mas as escolas ficaram apenas na boa vontade”.

Luís Carlos ressaltou que os custos são relativamente caros e que as dificuldades financeiras por qual o país passa inviabiliza a gestão pública arcar com os valores.

“Elas ficaram esperando a iniciativa do município e, neste momento de crise e de dificuldade, carnaval não é uma prioridade para a cidade de Teresina. Não posso deixar de investir o dinheiro da Fundação (Cultural Monsenhor Chaves)  em um projeto de banda das escolas municipais, das crianças, para poder investir no carnaval. Nós temos que trabalhar essa realidade”, disse o presidente da FMCM.

Ele ressalta que em muitas cidades, a exemplo de Piracuruca, segundo Luís Carlos, não terá carnaval por parte do poder público municipal, devido a contenção de gastos. Ele também citou que em muitos lugares há uma parceria público-privado para a realização da folia, como o Rio de Janeiro.

Reconhece ainda que o pré-carnaval e o carnaval traz uma movimentação para a cidade, mas o setor que tem retorno com essas festividades é o privado. Por isso, muitas cidades firmam parcerias para a realização. Ele cita como exemplo que alguns ensaios de escolas de samba, no sudeste do país, recebem apoio de cervejarias em ensaios.