O Rally Cerapió 2020 conheceu os campeões das motos na 33ª edição da tradicional prova de regularidade do off-road nacional, que começou no dia 27 de janeiro, em Fortaleza (CE), e terminou nessa sexta-feira (31/1), em Teresina (PI). Representantes de nove estados brasileiros subiram no lugar mais alto do pódio nas categorias de motos. Foram percorridos mais de 1.000 quilômetros, passando também por Sobral (CE) e Pedro II (PI).

Ao todo, a competição reuniu 420 participantes de 22 estados, mais o Distrito Federal, além de estrangeiros. Na categoria motos foram 140 inscritos que encararam a edição, considerada uma das mais desafiadoras da história do Rally Cerapió/Piocerá. Neste ano, os quatro dias de prova também valeram pela abertura do Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade, da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo).

Fotos: Gustavo Epifanio

Na categoria Master, o título ficou com Emerson Loth, o “Bombadinho”, atual tetracampeão brasileiro de enduro de regularidade. Apesar de tantas conquistas em competições off-road, esta é a primeira vez que ele ganha o Rally Cerapió. “Estou feliz com o título e pela prova ter evoluído bastante o nível técnico, com um percurso bem bacana, digno de uma boa abertura do campeonato brasileiro. Ano que vem estarei de volta”, diz o piloto de Curitiba (PR).

Lenilson Viana, de Teresina (PI), foi o campeão da Sênior. “Foi uma edição muito difícil, principalmente no último dia, com muita serra e pedra. Tive muita sorte e consegui vencer”, conta. Na Over 40, Erasmo Schwanz faturou o bicampeonato da categoria. “Este ano a prova estava mais pesada, porém, muito mais emocionante. Acredito que chuva me ajudou bastante, já que estou acostumado com o piso mais liso. O percurso foi escolhido a dedo, com as melhores trilhas que já andei nessas regiões”, ressalta o piloto de Marechal Floriano (ES).

Com 100% de aproveitamento, com vitória nos quatro dias de prova, o mineiro Dário Júlio conquistou o seu quinto título do Rally Cerapió/Piocerá, sendo o primeiro na classe Brasil. “Adoro essa prova e gosto muito de participar desse evento no Ceará e no Piauí. Esses estados têm uma cultura maravilhosa e trilhas propícias ao enduro de regularidade”, destaca o representante de Lavras.

Quem também venceu em todos os dias da Over 45 foi Sandro Hoffmann. É o 12º títuto do piloto de Venda Nova do Imigrante (ES), um dos mais consagrados da competição. “O Cerapió é uma prova especial e enquanto eu tiver energia e disposição, estarei aqui. Neste ano, o primeiro dia de trilha estava difiicil; o segundo estava mais, e o terceiro muito mais. Ainda bem que andei na Over 45. Se fosse na Master com certeza, teria sofrido muito”, conta o capixaba.

Na Júnior, Guilherme Portela e Silva, de Teresina (PI), levou a melhor e subiu no lugar mais alto do pódio. “Foram várias experiências que guardarei na cabeça e coração, como as pessagens pelas pedras, laços, areia e lama. Vim para brincar e saio daqui com um troféu de campeão”, evidencia o piauiense.

Villegagnon de Oliveira conquistou o título na Over 50. “Venho no Cerapió desde 2004. É uma prova muito gostosa de andar e o resultado é o que menos importa. Estou muito feliz em estar aqui”, diz o piloto de Timóteo (MG). Entre os Novatos, destaque para Mateus de Moura, que já se tornou campeão na sua estreia como piloto. “Já vim quatro vezes de apoio para meu pai e agora fui o piloto e ele o apoio. A prova foi bem técnica, difícil, e exigiu muito prepare físico. A sensação é incrível e, com certeza, estarei aqui de novo no ano que vem”, avisao piloto de Palmas (TO).

Na Dupla Graduado, Saul Zakkour, ao lado de Wenderson Duarte, se tornou tricampeão do Cerapió/Piocerá. “A edição foi mais dura que no ano passado, com muito mais trilha, superação e bem melhor”, analisa o piloto do Rio de Janeiro (RJ). “Minha vinda foi de última hora para substitir o Leildo [Silva], que não pode participar neste ano. Aprendi muito nesses dias”, completa Duarte, de Petrópolis (RJ). Já os paulistas Cristiano Silva e Alírio Fonseca, dupla nota 100, por ter vencido todas as etapas, eram só sorrisos aos receberem o troféu de campeão da Dupla Novato. “Quero agradecer ao meu parceiro por ter me trazido aqui desde o ano passado. Não vejo a hora de voltar”, destaca Silva, de São José dos Campos (SP). “Não tenho palavras para explicar a alegria que estou sentindo. Nossa parceria deu muito certo e ano que vem tem Piocerá de novo”, lembra Fonseca, de Taubaté (SP).

Além das provas de regularidade, o Rally Cerapió conta com a Moto Rally, modalidade na qual os participantes seguem de moto a trilha dos carros, quadriciclos e UTVs. Rogério Almeida, campeão da Master em 1992, foi comemorar os seus 30 anos de off-road no Cerapió 2020 e saiu de lá com o título da Moto Rally. “Quis voltar às minhas origens que é a motocicleta. Mesmo depois de 13 anos sem acelerar como piloto de moto, sei que continuo competitivo. Isso tá no sangue. Quero agradecer a todos que acompanham a minha história desde 1990”, ressalta o cearense de Fortaleza (CE).

Outro grande nome do Rally Cerapió/Piocerá é Peter Ferreira. O vencedor da categoria Moto Rally Over 55 é o dono do maior número de títulos da competição. São 13, contando com este. ”Foi uma edição bem difícil. Tive problemas no segundo e terceiro dias, mas no último corri atrás. Ainda não sei se vou tentar mais títulos, mas acredito que essa será a minha última participação. Vou deixar para outros ganharem agora”, revela o piloto de Teresina (PI).  

O Rally Cerapió 2020 tem patrocínio do Governo do Piauí – Setur e do Governo do Ceará – Setur, Consórcio Honda, Prefeitura de Teresina e Minstério do Turismo. O apoio é da Prefeitura de Fortaleza – Setfor, Reron e Audax, com parceria do Teresina Shopping, Marko Informática, Cetseg. Colaboração das Prefeituras de Pentecoste (CE), Itapajé (CE), Sobral (CE), Groaíras (CE), Carnaubal (CE), Domingos Mourão (PI), Pedro II (PI), Campo Maior (PI) e União (PI). A organização é da Radical Produções.

Assessoria de Imprensa Rally Cerapió 2020