Sumir da mídia ou então praticar o efeito avestruz, com certeza não é a solução mais

Quando os negócios estão em baixa fica sempre a dúvida no setor de marketing das empresas ou, na inexistência deste, nas diretorias comerciais ou ainda no dono do negócio, o que deve ser feito para manter a empresa em evidência porque neste momento a primeira atitude é parar tudo.

Há vários comportamentos conhecidos, mas o mais tradicional é o do chamado “pé no freio”, onde tudo é suspenso e tudo deixa de ser feito em nome da economia que, julga-se, seja necessária neste momento.

Quase sempre esta não é a melhor atitude, pois não se está agindo de forma racional e deixamos nos levar somente pelo emocional que domina nossos sentimentos neste momento que vivemos.

Não há nenhuma dúvida de que a quebra no bom andamento dos negócios deixa os gestores abalados, pois começam a surgir os problemas com capital de giro, fluxo de caixa e com a própria rentabilidade do negócio.

Como sabemos e, por experiência própria, a propaganda é a primeira a ser cortada porque, a não ser nas vendas para o varejo, quando a relação entre o vendedor e o comprador são diretas e atuam uma em função da outra, as relações de causa e efeito na publicidade tradicional só aparecem a longo prazo. Há todo um processo de divulgação e fixação da marca, dos produtos e dos serviços prestados.

Então, para dar o exemplo, a primeira atitude é a de que se faça qualquer economia, a qualquer custo, mas se essas medidas são tomadas sem qualquer critério técnico o feitiço pode voltar-se contra o feiticeiro.

Explicando melhor: A empresa “some” do mercado e, a não ser os seus clientes mais antigos que já mantêm uma certa relação com ela, os demais potenciais clientes deixam de considerá-la para efeitos de negócios futuros. Além disso, os concorrentes que têm um comportamento parecido porém um pouco mais racional, ou seja, realinham seus investimentos mirando as principais oportunidades, ocupam o espaço vazio deixado e abocanham os novos negócios que estão surgindo.

Em nossa relação pessoal, soubemos de uma empresa que sumiu da mídia e quando voltou a fazer um anúncio recebeu ligações de antigos clientes indagando se ela não tinha quebrado, pois havia “sumido” totalmente de circulação e eles não ouviram mais falar dela.

Há um ditado antigo que diz que “Nos momentos de crise é que surgem os melhores  negócios”.

Este ditado tem razão de ser por alguns motivos especiais que enumeramos:

  • O desenvolvimento de novos produtos – Usando do equipamento, da mão de obra e das matérias que já estão na casa com pequenas alterações descobre-se alguns produtos derivados e os acrescentamos ao nosso portfólio.
  • A abertura de novos nichos – Há alguns mercados que ainda não exploramos, quase sempre porque nossa rentabilidade está boa e mal conseguimos atender aos pedidos que já preenchem totalmente nossa grade de produção normal. É hora de voltar-se para estas novas oportunidades.
  • A busca de novos clientes – Já temos uma carteira tradicional com bons clientes, fiéis e bons

pagadores e por isso nos descuidamos de abrir nosso leque. Vamos atrás deles.

  • A tomada de espaços no mercado – Como dissemos, há muita gente que se encolheu e não consegue colocar o “olho” para fora da porta.

É hora de pesquisar e conquistar estes espaços vazios.

  • Os novos negócios – Todos os dias surgem novas demandas.

Há menos de dois anos não havia espaço para muitos produtos que hoje estão em alta. É só olhar à sua volta e verá imensos prédios revestidos de aço inox e vidros que não existiam há dois anos.

Fonte: Henrique Patria