O Parnahyba desperdiçou a primeira chance de ser líder do Campeonato Piauiense. Se vencesse o Flamengo-PI por quatro gols de diferença em casa, na oitava rodada, poderia ultrapassar o Picos na tabela. Não foi isso que aconteceu. O Tubarão ensaiou a atuação de um roteiro perfeito, mas sucumbiu diante do rival, que assumiu por completo o protagonismo do segundo tempo jogado no estádio Pedro Alelaf. Mas, afinal, o que aconteceu para o Parnahyba deixar escapar dois pontos de forma tão assustadora para o torcedor?
O primeiro ponto que ajuda a responder a indagação é o placar em si. Abrir 2 a 0 com uma atuação convincente como foi no primeiro tempo criou uma falsa sensação que os azulinos administrariam o resultado e marcariam o terceiro ou quarto gol a hora que quisessem. Não foi o que aconteceu.

A volta para o segundo tempo com o pé sobre o pedal de freio não passou impune, e o Flamengo-PI soube aproveitar o momento de apagão azulino: o Parnahyba entrou frio e sofreu dois gols em 10 minutos, um com Caio Acaraú, outro com Índio Pernambuco.

Longe de ter sido o principal pilar para o apagão, mas a torcida cobriu o próprio time com uma manta de comodismo que afetou o lado psicológico dos atletas. Convenhamos: ouvir grande parte das 1.100 pessoas presentes gritarem “Olé, olé, olé” a cada toque na bola é um passo perigoso para alimentar uma soberba desnecessária.

Quando o Parnahyba caiu em si e Wallace Lemos promoveu mudanças e mandou o time ao ataque era tarde demais. Com exceção de Sukita, que entrou às pressas após o susto com Wender, Juninho Pindaré pouco pode fazer e, quando o fez, parou no goleiro Robson.

Restam ainda dois jogos cruciais em casa para o Parnahyba finalmente assumir a dianteira. O Tubarão tem agendado no calendário os duelos com Picos, dia primeiro de março, e com o 4 de Julho, dia 8.

O empate com o Flamengo-PI diz mais sofre o Parnahyba do que sobre o rival e pode servir de trampolim para o clube azulino finalmente conquistar o que sempre almejou desde o início: se classificar à final e voltar a disputar competições nacionais. É possível. Ainda que o fator psicológico do time esteja em constante rotina de testes.