Foto internet

O Reino Unido, que investiga a sublinhagem da variante Ômicron, identificada como BA.2, declarou que ela foi detectada em cerca de 40 países, desde 17 de novembro do ano passado. Há casos, por exemplo, na Dinamarca, Alemanha, Suécia, Filipinas, França, Noruega e Índia. No Brasil, a sublinhagem ainda não foi identificada.

Especialistas acreditam que BA.2 pode escapar até mesmo do RT-PCR, teste padrão-ouro destinado a detectar o coronavírus.

De acordo com Meera Chand, diretora de incidentes Covid-19 da UK Health Security Agency (UKHSA), a variante tem 32 mutações em comum com BA.1 (Ômicron), mas também tem 28 outras mutações. “Resta saber o que isso significa para a virulência e a infectividade do vírus”, disse.

Segundo ela, não há evidências suficientes para determinar se a BA.2 causa doenças mais graves do que a Ômicron, mas os dados são limitados e a UKHSA continua investigando”, completou.

Tom Peacock, virologista do Imperial College London, disse em uma série de tweets que é improvável que BA.2 tenha algum impacto severo na onda Ômicron em curso. “Vários países estão próximos, ou mesmo ultrapassaram o pico das onda da BA.1. Eu ficaria muito surpreso se BA.2 causasse uma segunda onda neste momento”, afirmou.

Sintomas da Ômicron

Dor de cabeça, coriza, espirros e de dor de garganta aparecem no topo da lista dos sintomas relatados por pessoas infectadas com a variante Ômicron, de acordo com um estudo do aplicativo ZOE Covid-19. Isso porque a nova versão do vírus tende a afetar mais o sistema respiratório superior – nariz, boca e garganta – e menos os pulmões, segundos estudos recentes.