Um ano depois da Microsoft lançar anúncios promovendo o Edge, para que o usuário não o trocasse pelo Google Chrome ou Mozilla Firefox, o Google adota a estratégia “chumbo trocado não dói”: a companhia começou a exibir notificações em seus serviços através do navegador do Windows 10, promovendo sua própria solução.

O Google e a Microsoft mantém uma relação de “Amigas e Rivais” nos últimos tempos, principalmente no que diz respeito ao mercado de navegadores: o Chrome domina o mercado com mais de 90% de participação, o Internet Explorer e seu sucessor Edge respondem por uma porcentagem ínfima, o que explica o comportamento de Redmond em proteger a prata da casa.

Ainda assim, a estratégia dos “begwares” (anúncios do Windows 10 que tentavam convencer o usuário a não trocar o Edge por outro navegador) pegou muito mal, e posteriormente ela foi abandonada. A Microsoft então, no melhor estilo “se não pode vencê-los…” decidiu modificar seu browser, passando a usar o motor Chromium de código aberto, o mesmo do Chrome.

A estratégia em teoria é benéfica a ambas as partes: a Microsoft trocou o antigo Edge por um motor amplamente usado pela comunidade, enquanto o Google recebeu extensas contribuições do time de desenvolvedores de Mountain View. Até janeiro, o Chromium já havia recebido mais de 1.600 contribuições de código, incluindo melhor gerenciamento de abas (já implementado na versão Canary) e sugestões sobre o gerenciamento de energia.

A Microsoft poderia até mesmo corrigir o consumo de memória desenfreado do Chrome, algo em que o novo Edge já é bem mais comportado, mas divago; de qualquer forma, o Google aceita a contribuição de bom grado, mas as coisas são o que são, e o navegador da Microsoft ainda é rival do seu próprio.