A Fundação Municipal de Saúde (FMS) chama a atenção das pessoas entre 20 e 29 anos para a campanha de vacinação contra o sarampo, iniciada na última segunda-feira (18), seguindo até o próximo dia 30. As cadernetas devem ser atualizadas com duas doses da vacina tríplice viral (que também protege contra caxumba e rubéola) em qualquer uma das 104 salas de vacina do município.

“Temos registrado uma baixa procura nos postos. Por isso, pedimos a esses jovens que não deixem de se imunizar”, pede Amariles Borba, diretora de Vigilância em Saúde da FMS. Ela explica que o público-alvo da campanha merece especial atenção por ser a faixa etária mais acometida pela doença, embora a mortalidade seja maior entre crianças menores de um ano. “Pedimos que verifiquem seus cartões e vejam a quantidade de doses de tríplice viral registradas. Se tem apenas uma dose, é preciso tomar a segunda. Se tem nenhuma, deverá ser feito o esquema com uma agora e a segunda daqui a um mês”, orienta a diretora.

Além das salas de vacina, a FMS organizou um esquema com as instituições públicas e privadas de ensino superior para a imunização dos estudantes que, em sua maioria, se encaixam no público-alvo da campanha. “Estamos mantendo pontos de vacinação nesses locais após conversa com as coordenações para nos ajustarmos às demandas e especificidades de cada local”, explica Amariles. O objetivo é conter o surgimento de novos casos de sarampo, fenômeno que tem acontecido em todo o país após anos sendo considerada uma doença erradicada no Brasil. Somente no Piauí, oito casos já foram confirmados, sendo um considerado autóctone (origem no próprio estado), do município de Lagoa do Sítio, a 242km de Teresina.

O sarampo é causado por um vírus, transmitido quando alguém doente tosse, fala, espirra ou respira perto de outras pessoas. Tem sintomas similares ao de enfermidades respiratórias: febre com tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido e mal-estar intenso. Cerca de três a cinco dias depois, podem aparecer outros sinais, como manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas, que se espalham pelo corpo.

 

informações: Fundação Municipal de Saúde (FMS)