O quarto jogo oficial dos titulares do Flamengo, campeões da Libertadores, nem foi um espetáculo de gala, como os jogos do ano passado e o primeiro tempo contra o Fluminense. Mas foi de novo uma incrível demonstração de superioridade tática e técnica. Depois de sofrer o segundo gol, o Athletico criou chances com Rony, Marquinhos Gabriel e Erick, mas a Supercopa sempre pareceu perto de ser decidida, toda vez que o Flamengo acelerava seu passo.

Jorge Jesus fez desenho tático diferente do que usava no ano passado e parecido, em alguns momentos, com aquele que produziu críticas contra Abel Braga, em 2019. Gabriel jogou muito aberto pela direita, Éverton Ribeiro próximo de Gérson por dentro, com De Arrascaeta pela esquerda e Bruno Henrique quase centroavante.

Não foi um posicionamento rigoroso, e a movimentação constante ajudou a abrir espaços na defesa paranaense. Da direita, Gabigol fez o cruzamento para Bruno Henrique deslocar Santos no primeiro gol. Depois, de centroavante, Gabigol aproveitou as falhas de Márcio Azevedo e do goleiro Santos para fazer 2 a 0.

Sem centroavante, com Marquinhos Gabriel escalado na frente, o Athletico só criou com verdadeiro perigo depois da troca de Rony por Bissoli no final da partida.

Se o Flamengo parece igualmente forte na comparação com 2019, o Athletico mostra enfraquecimento. Mesmo assim, a lembrança de ser apenas o segundo jogo da temporada é o que pode dar esperança de ver uma equipe mais forte daqui a três meses, quando começar o Brasilieiro, ou em março, no início da Libertadores.