Uma pesquisa sobre o uso de Internet no Brasil divulgada na última semana revelou dados e hábitos de consumo bastante curiosos da população. O brasileiro navega na web principalmente pelo celular para se comunicar através de apps de mensagem, como o WhatsApp – enquanto isso, o e-mail é cada vez menos usado. Quase 70% das casas têm acesso à Internet, mas o acesso à banda larga móvel já é maior do que à fixa no país.

Esses números foram levantados em 2016 pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, feita pelo IBGE com brasileiros de 10 anos ou mais. Confira mais fatos importantes na lista a seguir.

1. Mais de 90% das pessoas usa a Internet para trocar mensagens

Enviar e receber mensagens de texto, voz ou imagens por apps (e não por correio eletrônico) foi a razão de 94,2% dos brasileiros terem usado a Internet durante o período de referência da pesquisa. A segunda finalidade mais comum à web foi assistir a vídeos (inclui programas, séries e filmes), que conta com 76,4% de usuários. Em terceiro lugar, com 73,3%, vieram conversas por chamadas de voz ou vídeo, por meio de mensageiros como SkypeWhatsApp e Facebook Messenger. A troca de e-mails vem apenas em quarto lugar, com 69,3%.

2. Quase 70% das residências têm acesso à Internet

A pesquisa indica que ainda falta um bocado para que todas as residências tenham acesso à rede mundial de computadores. Em 2016, somente 69,4% dos domicílios particulares permanentes possuíam Internet. A região Sudeste domina a lista, com navegação na web em 76,7% das casas. Já o Nordeste apresenta o menor índice, com rede em apenas 56,6% dos lares.

3. 33% acessam a Internet apenas pelo celular

O dispositivo móvel é usado praticamente por todos os brasileiros que navegam na web: 94,6%. O segundo aparelho mais popular para acessar a rede é o microcomputador, com 63,7%, seguido de tablets (16,4%) e TV (11,3%).

Um dado curioso do levantamento do IBGE é que 33,4% dos brasileiros na Internet navegam na web exclusivamente pelo celular. “O acesso pelo celular está acima de 90% em todas as grandes regiões. Além da velocidade, o celular permite acessar a Internet por redes sem fio públicas ou gratuitas, sem exigir uma rede de transmissão de dados”, explica a gerente da pesquisa, Maria Lucia Vieira.

4. Falta de interesse é o principal motivo nos domicílios sem Internet

Entre as residências brasileiras, 30,6% não possuem Internet. Para 34,8% dos lares sem web, a falta de interesse no serviço é o principal motivo. Ainda segundo o estudo, as regiões Sul e Sudeste apresentam o maior descaso com a Internet, onde o índice de “desinteresse” passa de 40%.

5. A Internet discada ainda é usada por 0,6% da população

Para quem achava que a Internet discada estava extinta (ou sequer sabia de sua existência), acredite, ela ainda é utilizada em 0,6% dos domicílios brasileiros. O número, claro, é irrelevante diante do domínio da banda larga (99,7%), mas ainda é um dado bastante curioso.

6. Uso de banda larga móvel supera o de banda larga fixa

Em um país em que os smartphones dominam a navegação na rede, não é grande surpresa que a utilização da banda larga móvel (redes 3G e 4G) supere o da banda fixa: 77,3% contra 71,4%. A conexão somente por banda larga fixa ocorre em 21,2% das casas, enquanto a exclusividade pela banda larga móvel se dá em 26,7% dos residências com acesso à Internet.

7. Internet é mais acessada por brasileiros de 18 a 24 anos de idade

Jovens entre 18 e 24 anos revelaram utilizar mais a rede: mais de 85% das pessoas nessa faixa etária afirmaram ter acessado a Internet nos três meses que antecederam a entrevista. Curiosamente, as mulheres dessa faixa etária apresentam maior nível de acesso que os homens dessa mesma idade: elas são 87% e eles, 83%.

8. Pessoas empregadas utilizam mais a rede do que aquelas que não possuem emprego

A pesquisa chamou de “ocupadas” as pessoas empregadas e “desocupadas”, as desempregadas. A diferença percentual de acesso à rede entre os brasileiros ocupados e desocupados foi de 22,6%. Curiosamente, entre as mulheres essa desigualdade foi maior (28,1%) do que entre os homens (18,9%).

informações: IBGE