A pré-candidata à Presidência da República pelo MDB, PSDB e Cidadania, Simone Tebet, em entrevista ao Jornal da CBN, disse que o orçamento do Congresso Nacional é trilionário. ‘O problema é que governo federal não tem as rédeas do orçamento, porque ele não sabe o que é governar, não tem planejamento, não tem foco, não tem metas, não sabe onde quer chegar’. Ela detalha que quando o dinheiro fica solto, o Congresso Nacional sequestra esse orçamento. ‘O centrão sequestrou esse orçamento e hoje temos R$ 16 bilhões sequestrados por um orçamento secreto. o dinheiro está indo para currais eleitorais pensando na eleição de outubro’. Ela afirma que ‘dinheiro tem’. Tebet destaca que é preciso dar transparência ao orçamento e devolver esse dinheiro aos cofres da União. ‘Governo gasta muito dinheiro do povo e gasta mal’. Tebet fala sobre as necessidades das reformas administrativa e tributária.

A comentarista da CBN, Míriam Leitão, citou as intervenções do governo Bolsonaro na Petrobras e questionou Simone Tebet sobre uma solução para a alta preço dos combustíveis e em relação à política de preços. A pré-candidata descartou intervenção na estatal. ‘Não podemos ter intervenção’. Ela destacou algumas soluções. Uma delas, o subsidio temporário para o combustível e o gás de cozinha. ‘Governo não quis resolver, mas fazer politicagem. Governo que não sabe governar e terceiriza os problemas’.

A jornalista Vera Magalhaes, comentarista da CBN, questionou a pré-candidata sobre um posicionamento dela, caso não vá para o segundo turno. Simone Tebet respondeu que, se não estiver no segundo turno estará em um palanque que defende a democracia. No entanto ela ressalta que, diante da candidatura de dois rejeitados, tem a certeza de ter condições de estar no segundo turno, mas está pronta para aceitar qualquer resultado eleitoral. ‘Vamos fazer uma muralha em defesa da democracia’.

O comentarista da CBN, Bernardo Mello, questionou sobre a escolha de um civil para o Ministério da Defesa. Ela disse que o que não pode se admitir é a polarização das Forças Armadas, mas não vê problemas de militares ocuparem cargos de gestão. ‘Temos que colocar cidadãos de bem para gerir a máquina pública’, completa Tebet.

 

Entrevista ao Jornal da CBN