No final de janeiro de 2020, duas companhias aéreas low cost que operam no Brasil, Norwegian e JetSmart, começaram a cobrar também pelas bagagens de mão. As empresas determinaram que os seus clientes só podem embarcar com um item pessoal, como uma bolsa ou uma mochila, que caiba embaixo do assento e não pese mais do que 10kg.

Até então, era uma prática comum entre as companhias deixar que os passageiros viajassem com um item pessoal de até 3kg mais uma mala de mão entre 8kg e 10kg. Restringir o embarque a um item pessoal, no entanto, não chega a ser uma prática irregular devido a uma brecha na resolução n° 400 da Anac.

A norma estabelece que as companhias aéreas devem permitir o embarque de uma peça de até 10kg. Porém, a regra não especifica o volume da peça e nem onde ela dever alocada na cabine. Essa especificação fica a critério da cada companhia aérea.

Foi assim que a Norwegian e a JetSmart viram a possibilidade de restringir o embarque gratuito a uma peça de até 10kg que tenha um tamanho específico para caber no espaço embaixo do assento. Isso obriga seus clientes a pagarem para poder viajar com uma mala de mão que deva ser guardada no bagageiro.

Lembrando que, desde maio de 2017, a maioria das companhias aéreas têm cobrado pelas bagagens despachadas (veja os preços atualizados de cada uma aqui). Isso aconteceu devido às mudanças nas normas da Anac, que passaram a permitir que as empresas cobrem o serviço de despacho de mala separadamente do valor da passagem.  A expectativa era que, com isso, o preço dos bilhetes aéreos caísse – mas não é o que vêm acontecendo.

Mais recentemente, a Latam e a Azul começaram a adotar preços dinâmicos para despachar as malas. Isso significa que o valor pode ficar mais caro se o pagamento for feito em cima da hora ou se o voo acontecer na alta temporada