Usuários do aplicativo, que se popularizou em tempos de quarentena, alegaram ter tido dados roubados de contas de serviços como Netflix e Spotify; empresa negou ter sido invadida e lançou campanha de recompensas

Nos últimos dias, vários aplicativos que permitem chamadas de vídeo em grupo se tornaram bastante populares por conta do período de distanciamento social causado pelo novo coronavírus. Um deles, o Houseparty, virou o favorito de usuários adolescentes por sua estrutura mais despojada. Agora, porém, o aplicativo está sendo acusado de roubar dados dos usuários.

Nas redes sociais, surgiram diversos relatos de que, após ter utilizado o aplicativo, pessoas tiveram suas contas em serviços como Netflix, Spotify, Uber e Snapchat roubadas. Os relatos, divulgados pela imprensa britânica nesta segunda-feira, 30, porém, tinham poucos detalhes dos incidentes.

Em resposta às acusações, a empresa afirmou que não que tinha sido invadida nem tinha participação nos crimes. Em sua conta no Twitter, a Houseparty afirmou ainda que não coleta senhas de seus usuários nem que permite que outros façam isso por meio de suas plataformas. A empresa lançou ainda uma campanha de US$ 1 milhão em recompensas para quem descobrir pistas de como os crimes aconteceram e disse que é vítima de uma campanha de “difamação”.

Criado em 2016 pela startup Life on Air, que chegou a receber investimentos de fundos de renome como Sequoia Capital e Greylock Partners, o Houseparty foi comprado em 2019 pela Epic Games, desenvolvedora por trás de jogos como Fortnite.

Enquanto ainda não fica claro o que de fato aconteceu com o Houseparty, o usuário que decidir utilizar o app pode se prevenir de eventuais golpes utilizando algumas dicas de segurança. Entre elas, está a de variar as senhas utilizadas em diferentes contas pela internet, bem como a de utilizar um gerenciador de senhas para cadastrar suas contas. Além disso, não vincular o uso do aplicativo a contas de empresas como Google e Facebook pode ser uma boa estratégia. Aqui, veja mais dicas de segurança digital.

 

Redação Link