Câmara Municipal de Teresina tem clima tenso depois que os vereadores aprovaram a votação em regime de urgência, para o reajuste parcelado do piso salarial dos professores da rede municipal de ensino. Os professores invadiram o plenário e os vereadores. A invasão ocorreu quando o vereador Deolindo Moura (PT) abriu a porta do plenário e os manifestantes entraram. Ele foi derrubado e a vereadora Teresinha Medeiros (PSL) levou um tapa de uma das manifestantes.  A líder do prefeito na Casa, Graça Amorim (PP) acusa a oposição de ter aberto a porta de propósito para barrar a votação. “Uma atitude irresponsável que colocou em risco a segurança de todos, não só dos vereadores, mas de todos que estão na Câmara. A tentativa foi de barrar a votação. Vamos esperar os ânimos se acalmarem e a votação vai ocorrer em local secreto”, destacou.

Deolindo nega que tenha aberto de forma proposital. Ele alega que estava saindo para uma entrevista quando abriu a porta. “Eu fui derrubado e pisoteado não faria isso de propósito, eu só abri a porta para conceder uma entrevista”, alegou.  A vereadora Teresinha Medeiros está indo à Delegacia prestar boletim de ocorrência contra o sindicato.

O presidente da Câmara Municipal Jeová Alencar pediu reforço na segurança e se a polícia garantir a segurança dos vereadores, eles irão realizar a votação em um local secreto. Segundo Jeová, o Regimento Interno da Câmara permite a realização da votação fora do plenário, em momentos de crise.

“Nós entendemos que é necessário maior diálogo com os professores, porém, estamos pedindo o reforço policial, para tentar a votação ainda hoje”, disse Jeová.

A polícia também foi à presidência para discutir com o Jeová a melhor forma para garantir a votação ainda hoje.